quarta-feira, 14 de abril de 2010

MUDAM-SE OS TEMPOS MUDAM-SE AS VONTADES

Junto envio um poema de Camões que nos fala de mudanças. Tudo o que era se modificou, as vontades das pessoas alteram-se. Quem amava deixou de amar. Quem era amigo deixou de o ser. As mudanças, incluindo novos inventos novas modas.
Depois há um lamento pessoal: tudo da esperança, o que denota amargura do autor-narrador.
A lembrança fica, mas das mágoas, do bem a saudade.
O próprio tempo se alteracom as estações. Do verde manto na primavera, de branco com a neve no Inverno.
E, enfim, talvez a mudança na volubilidade do amor a seu favor não se muda já como soía (como era costume).
Envio duas apresentações, uma com o Dr. Raúl Machado a falar sem legendas, e outra só o som com legendas. De qualquer modo, para tudo resultar com clareza, transcrevo aqui também a poesia.
O meu email do costume é josepatriciojocame9@msn.com. Mas quando os anexos ultrapassam os 10 MB, este correio não os suporta e utilizo o iol.
Bom dia.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E enfim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luis de Camões,
Lírica

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